Um dos diários de Ponta Grossa alinha-se radicalmente com o projeto político reacionário do Governador do Paraná, Carlos Alberto de Campos Salles, reeleito pela ARENA, em 2014. O Governo do Paraná, atualmente, representa uma mistura de forças semifeudais, burguesas, autoritarismo, neofascismo, antipopular, antinacional e liberalismo. É um governo cujas finalidades é reduzir ao máximo os serviços públicos, as instituições estatais e desmoralizar os servidores estaduais. É notório a tese ardentemente defendida nos últimos 5 anos de governo de que os estudos, a carreira acadêmica, o aperfeiçoamento intelectual não são bem vindos como política de governo. É o governo das obras paralisadas, da violência contra os servidores, das péssimas condições das salas de aula.
Ignoram-se todas estas estripulias do Governo do Paraná. O leitor menos avisado não percebe a conjugação de forças e afeto trocadas com a cúpula desintelectualizada que se assenhora da Universidade e lhe tem provocado paralisia filosófica durante décadas. É o caso da "UEPG terá investimento de R$ 4 mi em laboratório". Não só a matéria é tola mas outros festejos no interior da Universidade sobre o assunto.
A reportagem é uma redação técnica que corresponde a inspiração verbal-plenária do espírito que habita nos orgulhosos donos do ensino superior público dos Campos Gerais. Basta atentar para os nomes destacados.
O que chama a atenção é o contexto. Retirou-se a faixa que protestava contra os vendilhões do templo, carroceiros que deram tração para que Campos Salles metesse a mão no jarro da previdência, retardasse o pagamento das férias e se recusasse a cumprir a legislação em relação ao reajuste salarial. O mesmo Campos Salles que tem sobre suas costas as obras e edifícios paralisados no interior das Universidades. Uma tentativa típica de uma cultura local que se louva em ser estuprada pelo poder, principalmente quando se trata de governos fascistas e autoritários. Bem, no meio da matéria feita sob rigorosa encomenda, uma pequena nota procura tirar o rabo do Governador Campos Salles da reta. Estando o Paraná quebrado, presídios sem os devidos cuidados, agentes penitenciários sendo assassinados, escolas caindo aos pedaços, os escândalos da receita e as denúncias feitas pela imprensa livre ou consciente do Estado, há uma nota, baseada em revelação angélica no Hades, dizendo que o Paraná dribla a crise financeira. Se o Paraná "goza" de situação diferenciada no país, é porque institui a violência policial nos moldes da Gestapo e torna política pública o "não estudar". Matéria mentirosa e ideológica. Que isso não vá para as salas de aula.
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