quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Foca Livre: história das idéias socialistas nossas

Pesquisadores, leitores, professores ou intérpretes simpáticos ao marxismo e a história das idéias socialistas no Paraná, gostaram da edição de setembro de 2012, do FOCA LIVRE. Um esforço de interpretar a História enquanto movimento dinâmico, apropriando-se de um caso singular, a paralisação dos professores universitários; a interpretação marxista da história do Paraguai e o depoimento de antigo militante do Partido Comunista Brasileiro.
Depois de Dino Colli, José Kanawote, é uma fonte rica e produtiva da história política de nosso estado, na forma da memória e dos documentos que possui, a espera de consultas. Para aqueles que se esforçam em dar um caráter de democracia e cordialidade à ação do golpe fascista nos Campos Gerais a matéria de Andressa Elesbão serve de perturbação psico-histórica.

Foca Livre: Nicoly e a relevância temática

Nicoly França é outra que construiu feliz passagem pelo Foca Livre da UEPG e será lembrada pela preocupação com algo, intencionalmente pervertido ou esquecido nas pautas dos jornais conservadores, a política latino-americana. A luta política é o principal motor da história. E a estudante de jornalismo foi preocupar-se com o golpe imperialista-burguês que vitimou o povo paraguaio. A lucidez da repórter ficou sem dúvida quando foi direto à fonte, procurando ouvir a versão fundamentada do único cientista social da região, por coincidência, oriundo do Paraguai, o Mestre Fábio Aníbal Jara Goiris, que lançará em breve, a única história de Ponta Grossa sob o prisma do materialismo histórico, relegado nos santuários puritanos da UEPG. Inclua-se nessa seriedade, que o próprio entrevistado considerou as perguntas relevantes e a clareza com que Nicoly lhe formulou as perguntas e o deixou falar.
Além do registro de uma boa e agradável matéria de se ler, fonte de estudos para as aulas de História de todos os graus, o leitor pode apreciar a tentativa do entrevistado em perseguir o marxismo como método de análise, embora mantenha uma atitude muito comedida, receiosa, o que se deve a ojeriza que nossa horrorosa cultura princesina tem com o materialismo histórico.

Foca Livre: nada podemos contra a verdade

Se me desagradou as teses defendidas pelo Sr. Cesar Saad, nas páginas do Foca Livre de setembro de 2012, a reportagem da Sra. Thainá Kedzierski, merece meu reconhecimento pela honestidade intelectual com que tratou do mesmo tema da matéria de capa. Ela destaca, capta a fala discreta e sem pedantismos da presidente da ANDES local. Trata do SINTESPO no rigor conceitual e na justa significação de seu nome. Fornece instrumentos históricos sérios e confiáveis para se medir e avaliar o sindicalismo em nossos dias. Se revela sincera e autêntica, sem amarras ideológicas, quando trata das dificuldades e das estatísticas de paralisação das atividades pedagógicas e docentes.

sábado, 8 de setembro de 2012

Imprensa e fibrose

"...em jornalismo não há fibrose, pois feridas abertas pela difamação jamais cicatrizam" Felipe Pena-UFF.

"...a democracia é um sistema essencialmente falho, pois o povo só conhece o mundo de forma indireta, através de imagens que forma por intermédio da imprensa...essas imagens são distorcidas e marcadas pelas irremediáveis fraquezas do jornalismo, portanto, apenas reforçam a ignorância. A opinião pública, então, acaba facilmente manipulada."
(Felipe Pena - UFF)

"A notícia é um produto à venda e está exposta na vitrine do capitalismo industrial. Como define Ciro Marcondes Filho, no livro O capital da Notícia, "ela é a informação transformada em mercadoria com todos os seus apelos estéticos, emocionais e sensacionais".O público é tratado como um consumidor inserido na lógica comercia, que fabrica ícones e veicula situações inusitadas ou irreverentes. Em outras palavras, entretenimento e espetáculo.
Muito pouco para quem espera um sentido de relevância pública nas notícias. Ou, pelo menos, a cicatrização de antigas feridas".
Felipe Pena-UFF.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Revolução histórica do César Saad no Foca Livre

FOCA LIVRE-2
"Entre lutas e efervescência" - Cesar Saad, do bacharelado em História. Preocupação geral da edição, aquilo que se denominou de "greve da UEPG". O Carlos estava indo bem até que resolveu conceituar a paralisação como uma luta "apaixonada pela educação".
Como é que pode isso! Mais adiante, o futuro historiador de novo encontra no momento uma revolução na "tradicional UEPG" agora, sob a descoberta científica do Saad, de "um radicalismo". Nossa Senhora!
Primeiro, 180 professores num universo de 900 e nosso articulista viu um processo revolucionário. Uma dezena destes 180 foram para o "Comande de Greve" e os demais descansando em casa, ou espertamente, enviando tarefas para seus alunos em casa.
Outra falha do novo historiador, afirmar que se tratava uma luta pela Educação. Nenhuma bandeira da aprimoração da educação superior, a superação de suas deficiências, dos campos teóricos aos práticos foi levantada. A questão era meramente salarial.

domingo, 2 de setembro de 2012

Foca Livre e a paralisação dos professores

Faz tempo que não me ocupo do FOCA LIVRE-UEPG. Não gostei das edições do ano passado além de que a distribuição do jornal é uma bagunça, irregular, que não permite ao leitor um acompanhamento, pois este mês tem, no outro não se sabe.
Arquivar e recortar o FOCA LIVRE é interessante para quem deseja algum dia escrever, partilhar ou analisar a trajetória política dos jornalistas, como mudam do FOCA para as redações, do jornalismo acadêmico para o empresarial, da convicção para a mercantilização da informação.
A edição 156-2012 está comigo. Vários assuntos interessantes. Vou discorrendo a medida das possibilidades. Me chama a atenção para a matéria de capa, "Greve acelera decisão do Governo".
Pela manchete, achei que o articulista foi coerente - usou o termo "acelera" o que me permite concluir que não foi fator determinante. Ajudou, mas não foi tudo. Conforme escutei nas reuniões que participei na SETI e das conversas que tive com pessoas do Tribunal de Contas, o governo continuou lidando com a divergência dentro de seu campo e tempo, previamente estabelecido.
O artigo não menciona questões de natureza político-ideológica tanto da paralisação dos professores estaduais ou federais. Além de dedicar mínimo espaço ao movimento dos professores federais.
O que mais me intriga é que o comentário deixa de lado a razão principal do êxito do movimento dos professores universitários estaduais, pelo menos em Ponta Grossa, sem o qual nada teria sucesso. A paralisação foi dos alunos, isto sem discutir os motivos que os levaram a acatar a sugestão dos professores para permanecerem em casa.