domingo, 2 de setembro de 2012

Foca Livre e a paralisação dos professores

Faz tempo que não me ocupo do FOCA LIVRE-UEPG. Não gostei das edições do ano passado além de que a distribuição do jornal é uma bagunça, irregular, que não permite ao leitor um acompanhamento, pois este mês tem, no outro não se sabe.
Arquivar e recortar o FOCA LIVRE é interessante para quem deseja algum dia escrever, partilhar ou analisar a trajetória política dos jornalistas, como mudam do FOCA para as redações, do jornalismo acadêmico para o empresarial, da convicção para a mercantilização da informação.
A edição 156-2012 está comigo. Vários assuntos interessantes. Vou discorrendo a medida das possibilidades. Me chama a atenção para a matéria de capa, "Greve acelera decisão do Governo".
Pela manchete, achei que o articulista foi coerente - usou o termo "acelera" o que me permite concluir que não foi fator determinante. Ajudou, mas não foi tudo. Conforme escutei nas reuniões que participei na SETI e das conversas que tive com pessoas do Tribunal de Contas, o governo continuou lidando com a divergência dentro de seu campo e tempo, previamente estabelecido.
O artigo não menciona questões de natureza político-ideológica tanto da paralisação dos professores estaduais ou federais. Além de dedicar mínimo espaço ao movimento dos professores federais.
O que mais me intriga é que o comentário deixa de lado a razão principal do êxito do movimento dos professores universitários estaduais, pelo menos em Ponta Grossa, sem o qual nada teria sucesso. A paralisação foi dos alunos, isto sem discutir os motivos que os levaram a acatar a sugestão dos professores para permanecerem em casa.

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