FOCA LIVRE-2
"Entre lutas e efervescência" - Cesar Saad, do bacharelado em História. Preocupação geral da edição, aquilo que se denominou de "greve da UEPG". O Carlos estava indo bem até que resolveu conceituar a paralisação como uma luta "apaixonada pela educação".
Como é que pode isso! Mais adiante, o futuro historiador de novo encontra no momento uma revolução na "tradicional UEPG" agora, sob a descoberta científica do Saad, de "um radicalismo". Nossa Senhora!
Primeiro, 180 professores num universo de 900 e nosso articulista viu um processo revolucionário. Uma dezena destes 180 foram para o "Comande de Greve" e os demais descansando em casa, ou espertamente, enviando tarefas para seus alunos em casa.
Outra falha do novo historiador, afirmar que se tratava uma luta pela Educação. Nenhuma bandeira da aprimoração da educação superior, a superação de suas deficiências, dos campos teóricos aos práticos foi levantada. A questão era meramente salarial.
Minha resposta ao Sr.
ResponderExcluirUm tal de Acir da Cruz Camargo, acho que é este se não me engano o nome do figurão, contrapôs-me a uma nota que lancei no jornal laboratório – Foca Livre – apontando possíveis falhas conceituais que teria cometido, vendo algo onde não existe na realidade. Posso sim, ter cometido as possíveis falhas, posso ter sido um olhar demasiado, para a pequenês dos acontecimentos e os quadros oportunistas e conservadores, que a consideração da crítica aponta. Mas, o futuro historiador aqui, pois bem, acho que venho ao menos fazendo certo em minhas reflexões, pois do contrário do figurão que representa o tal Acir, pois é um figurão obscuro que nunca está em nada a não ser fazendo uma dita “revolução” de palavreados pelas redes sociais, parece não acompanhar os processos de paralisação e greve do contexto em que vivemos. Devo crer, que em face dos últimos 10 anos, sim, e pelo debate que as diversas assembléias apresentaram, sim! Os estudantes em seus momentos de debates também, apontaram a um sim! Podemos bem falar em uma preocupação com a educação, e mesmo se seus salários significarem tal, como também, na assembléia que descrevi 180 professores muito significa em face dos 30-40, das outras que estive presente. Mas se o caro Acir, não consegue reconhecer o que é um apoio a luta dos professores, pois ele só consegue pelos rancores que costuma dedicar as discussões sem análise histórica e de lugar social perante o qual as coisas acontece, navalhar por uma dita postura, que aos seus olhos se coloca como “a verdadeira”, ou em nome de um ideal supremo e universal, que se exprime unicamente no seu umbigo, não percebe o que significa meu texto, uma nota de apoio e não um balanço dos acontecimentos, pois meu caro Acir, se tu sequer prestasse um pouco atenção aos acontecimento, perceberia que escrevi este texto no meio da greve, pois foi quando me procuraram, não poderia crer que acabaria quatro dias depois, sendo que próprio jornal fora saiu em circulação na segunda. Ou seja, como mesmo afirmei aos meus colegas em ironia, que meu texto estava “velho” antes mesmo de ele sair.
Saad, você se esforça para ser generoso, mas eu vou devolver o presente que me deu. A expressão figurão não me pertence. Estou longe das teses universitárias, desta forma voce está desqualificando seus mestres, esses sim, figurões de primeiro coturno.Provavelmente também alguns de seus colegas, acostumados aos TCCs e com trânisto nos grandes pensadores da História. Portanto, é provável que eu nunca consiga chegar a porta de entrada do grande templo acadêmico do qual voces assistem os cultos. Como voce próprio anotou, eu sequer participo das assembléias suntuosas e políticas das quais voce e os intelectuais da cidade participam. Fico realmente envergonhado de não chegar aos pés de tanta gente ilustre, mas quero lhe pedir complacência diante da afirmação que faria, reconhecendo meus pecados: eu também não os vi em muita coisa mais séria que participei. ´
ExcluirEsse argumento de que voce só me ve nas redes sociais, eu já ouvi de uma centena de alunos revolucionários, e gerações que já se graduaram bem antes de voce. A única diferença é que eu continuei na luta, principalmente pela educação pontagrossense, enquanto eles, depois de formados, depois de estarem em sala de aula, alguns até no Templo Acadêmico, tendo recebido a sagração dos mestrados e doutorados, deixaram de movimentos sociais e todos quando me encontram, lamentam o tempo que dedicaram a isso enquanto alunos da Universidade. Eu não, participava disso antes da Universidade, continuei quando nela e permaneço assim.
E é bem provável que continue não me vendo nestes movimentos e continue alimentando seu preconceito com pessoas de menor coturno, mas eu me preocupo, acredite voce ou não, se as pessoas tem lar para morar, comida para se alimentar e isso não no discurso, mas na prática, na prática, voce entende isso? Eu não sou daqueles revolucionários que pensam reforma agrária no terreno dos outros. Para mim, isso começa comigo. Se voce quiser alguns endereços e depoimentos sobre isso, posso lhe fornecer...
Voce menciona dez anos... bem, eu conheço essa história bem antes desses dez anos, muito antes deles...