terça-feira, 11 de março de 2014

Somos todos venezuelanos ou estadunidense?

Quem sou eu, brasileiro, patriota e nacionalista,  para discordar do Sr. Sandro Ferreira que é venezuelano.  Mas o ponto de vista sobre seu próprio país comporta certa similaridade com o ideário udenista no Brasil, amadurecida em 1964. Nesta época em nosso país a sociedade e os movimentos sociais foram tabuletados como "civis protestando pela liberdade, pátria, família e propriedade e contra o comunismo que fritava crianças recém nascidas". Estes heróis prestavam relevantes serviços, corriam riscos ao enfrentar um "populista, sindicalista, demagogo, comunista estalinista, déspota" como João Goulart, cuja afirmação de que fora "eleito democraticamente" pela revolução brasileira é questionável. Daí, dispenso-me de comentários e recomendo aos leitores qualquer manual de história do Brasil e as recentes pesquisas feitas pela área de ciências sociais da USP e da UFRJ. Lamento que o venezuelano Sandro Ferreira não enxergue outros interesses em seu país. Ainda vivo, o Coronel Cavagnari, professor da Unicamp, alertava a sociedade brasileira a respeito dos interesses dos EEUU em estabelecer bases militares que impedissem quais movimentos sociais na América Latina, estes nas Guianas, Venezuela, Paraguai, Chile e Alcântara-Brasil. É uma questão de modelo econômico, de classes no poder, de avançar ou coibir movimentos sociais. A propósito, nosso país, não apenas a Venezuela vivem alguns sintomas de neofascismo, como o movimento de 22 de março.

(Comentário sobre publicação de Sandro Ferreira, no Diário dos Campos, 11/03/2014)















http://www.diariodoscampos.com.br/blogs/artigos/somos-todos-venezuelanos-5915/

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